domingo, 30 de outubro de 2011

Calmaria

Domingo de muita calmaria,
nem barulho, nem ventania,
somente a brisa leve de agosto
 que teima em acariciar meu rosto.

Na luta do vento e pensamento
paro, penso um momento
no amor infinito que findou assim,
restando a solidão em mim...

Como testemunha do meu pranto
somente o ceu e o firmamento
no rosto o vento como acalanto.

Os versos tristes que escrevo agora
ajudam a esquecer o amor de outrora
e vencer a solidão que em minha vida mora.

Iracema Patrício

Um comentário:

  1. Céu nublado
    Muita aragem
    Portas que se fecham
    Portas que se abrem.

    Sombras que transitam
    Dentro da mente
    O não acreditar
    Deixa-me descontente.

    Saudades
    Da simplicidade
    Do abrir-se lindo
    Cheio de verdade.

    E na calmaria
    Desses momentos
    Sinto medos que machucam
    Meus pensamentos.

    Não há mais razão
    Pra se fazer resistência
    Prefiro render-me
    As evidências.

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