quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Lua Azul

A lua azul é beleza rara!
a cada dois anos a lenda fala,
é a lua cheia que encontra o mar,
é a lua do amor, prá se apaixonar.

No azul do infinito, sozinha não está,
são milhões de astros a acompanhar,
é o brilho das estrelas a iluminar,
são os enamorados prá admirar.

A lenda não mente, deve-se acreditar...
é a força do amor que a lua dá.
é a lua azul prá nos encantar.

Feliz quem pode um dia encontrar,
a lua azul e se enamorar,
e a cada dois anos comemorar.

Iracema Patricio

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A Química da Vida

Nos versos e canções,
Vivo a vida em sonetos,
Desvendo quartetos e tercetos
Dedilhando da vida as emoções.

A química da vida são paixões,
De adrenalina precisa o coração,
Para bater no compasso firmemente
E seguir o ritmo intensamente.

O coração é inconseqüente,
Precisa de sentimentos permanente,
Sentir em cada segundo uma emoção,

Quando no futuro distante,
Lembranças felizes e emocionantes,
Sentir que nada foi em vão.

Autora: Iracema Patrício

domingo, 28 de agosto de 2011

MULHER

Sou cigana, sou farsante,
Sou paixão, sou insinuante,
Sou criança quando quero,
Sou adulto, sou mistério.

Sou mistura de humores,
Sou o gosto e sabores,
Sou o orvalho da noite,
Sou primavera com as cores.

Sou mistura de carinhos.
Faço rir e chorar prantos...
Sou esperança e desencanto!
Sou mulher, sou só encantos!

Iracema Patricio

terça-feira, 23 de agosto de 2011


Deixe o vento passar

Deixe o vento passar...
Ele vem avisar que é agosto no meu Ceará,
Como andarilho, sem destino vem anunciar,
Que a primavera está para chegar!

Deixe o vento passar...
É a natureza cumprindo sua missão,
Ele traz a suavidade da brisa do mar,
E a beleza da imaginação.

Deixe o vento passar...
Seguir sem licença o seu caminho.
Quem sabe distante, encontre seu ninho!

Deixe o vento passar...
Encontrar com as nuvens de algodão,
E no infinito murmurar uma canção.

Iracema Patrício

sábado, 13 de agosto de 2011


PAI

O nenê nasceu... Sou pai e agora?
Quanta responsabilidade, quanta dedicação!
Tarefa difícil, mas chegou a hora.
Olho seu rostinho, é meu, quanta emoção!

Ele foi crescendo, segurando na minha mão.
Eu, dando-lhe segurança no seu caminhar
Fomos seguindo juntos uma jornada do coração.
Tanto amor não se explica, não dá para falar.

Aprendi a educar, reaprendi a brincar,
Tantos momentos, como o tempo passou!
Aquele nenê, um cidadão se tornou.
Que orgulho! Como recompensa amar.

Neste dia, por tudo que construí,
Me resta agradecer e ser feliz.
Deus deu-me jóias rara de rubi.
Ao pai que sou e ao neto que há de vir.

Iracema Patrício
12/08/2011



sexta-feira, 12 de agosto de 2011

COTIDIANO

Entre bactérias e relatórios,
Estudos epidemiológicos e comprovatórios
Vou procurando probabilidade
Esta é a minha realidade.

Na naturaza muitos bichinhos.
Se ausente não viveriamos,
Tem uns com nome complicado,
Do autor e latim derivado.

Os presentes na microbiota
Não fazem mal, são bonzinhos
Dos oportunistas temos receio,
Fazem do corpo seu hospedeiro.

Entre fungos, vírus e bactérias,
Com a genética e tecnologia,
Dos variantes...que covardia!

O segredo da vida é ter alegria
Ser feliz! para não padecer,
E o sistema imunológico fortalecer.

( Iracema Patricio)

domingo, 7 de agosto de 2011

Insônia

Ah! a madrugada,
insônia que vem do nada
a noite sonhar acordada...
pro dia conseguir viver.

Ah! a insônia faz moradia
vontade de escrever,
vontade de te ver,
e agora o que fazer?

O coração faz poesias,
pro dia tornar melodia
a semana não padecer,

Passa noite, passa dia!
a espera me angustia,
só me resta então sofrer.

(Iracema Patrício)
A MOÇA NA JANELA

A moça na janela
parece uma pintura,uma tela
será que está a sonhar?
ou vendo o tempo passar...

Vendo a moça a pensar
me ponho a imaginar
será que está a amar?
ou o tempo a contemplar...

olhando esta bela figura
quero colocar na moldura
e admirar tão bela criatura,

Se um dia eu voltar
seu olhar não encontrar
de saudades vou chorar.

( Iracema Patrício)
A Poesia Que Não Fiz Prá Você

A poesia que não fiz prá você,
Ficou a vontade deste amor decrever,
O tempo passou e eu não percebi,
O amor acabou e eu não escrevi.

Busco palavras prá eu definir,
O amor tão grande que um dia senti,
Ficou a saudade do amor que vivi
E do verso que eu não escrevi.

Um amor tão grande não soube querer,
Procuro em sonetos poder esquecer,
Somente os poetas conseguem entender.

Este verso foi prá lhe oferecer...
Lembrar do tempo que eu tentei escrever
E do amor que eu procuro esquecer.

Autora: Iracema Patricio